Prepare-se para uma montanha-russa emocional brutal – a segunda temporada de The Last of Us não está dando mole. Com os caminhos de Ellie e Abby colidindo em uma explosão de vingança e arrependimento, a série mergulha de cabeça em uma das histórias mais explosivas dos games.
Então, o que realmente acontece entre esses dois personagens ferozes e complicados?
Por que Ellie caça Abby em primeiro lugar?
Tudo muda no momento em que Joel desaparece. Em uma reviravolta devastadora que redefine a direção da série, Joel – o protetor de Ellie, sua figura paterna, seu elo com a humanidade – é morto por ninguém menos que Abby.
Mas este não é apenas um ato aleatório de violência. Joel havia matado o pai de Abby sem saber em Salt Lake City. Então, quando Abby atrai Joel para sua armadilha e o assassina brutalmente, é a vingança. Mas para Ellie, é pessoal.
A morte de Joel acende um fogo dentro dela, e essa raiva a faz correr em direção a Seattle com Dina ao seu lado, com a vingança queimando a cada passo.
Em quem Ellie se torna em sua busca por vingança?
Em Seattle, ela destrói os amigos de Abby, um por um. Mas esta não é uma missão de vingança simples. Essas pessoas não são vilãs sem rosto. São personagens plenamente realizadas, mostradas em flashbacks e na história de Abby como humanas, complexas e até amorosas. No entanto, para Ellie, elas são apenas alvos.
E como podemos ver claramente, esta não é a Ellie que conhecemos na 1ª temporada. Esta é uma Ellie transformada – obcecada, consumida e disposta a destruir tudo em seu caminho.
Um por um, ela os executa, borrando a linha entre justiça e obsessão. É emocionante, devastador e força os espectadores a se perguntarem: até onde é longe demais?
Como Abby reage à fúria de Ellie?
Abby não está apenas sentada enquanto seu mundo queima. Ela também está evoluindo. Após conhecer Yara e Lev – duas crianças do misterioso e aterrorizante culto Seraphita – Abby começa a mudar. Seu exterior frio e brutal começa a rachar.
Yara e Lev se tornam sua razão para lutar por algo mais do que vingança. Então, quando ela invade o teatro abandonado e fica cara a cara com Ellie e Dina, ela faz uma escolha que ninguém esperava.
Depois de matar Jesse e atirar em Tommy, ela poupa Ellie e Dina ao descobrir que Dina está grávida. Naquele momento sangrento, Abby faz o que Ellie não conseguiu: ir embora.
Por que Ellie vai atrás de Abby novamente?
O tempo passa. A vida se acalma. Ellie e Dina recomeçam, criando um filho em uma fazenda tranquila. Mas paz? É temporária. Os demônios de Ellie não ficam enterrados. A morte de Joel ainda a assombra. A dor se intensifica. E, eventualmente, transborda.
Ignorando os apelos de Dina, Ellie deixa sua família improvisada para trás para perseguir Abby mais uma vez. Desta vez, a caçada a leva à Califórnia.
Mas Abby não é mais a lutadora de antes. Ela e Lev são prisioneiros dos Rattlers, um grupo selvagem muito pior do que qualquer soldado da WLF. Ellie salva sua inimiga da morte certa – mas não sem forçá-la a um confronto final brutal.
Ellie finalmente se vingará?
É aqui que a coisa fica complicada – da melhor maneira possível. A luta é feroz. Sangue. Água. Gritos. Dedos perdidos. Ellie leva a melhor, mas então – ela para. No vínculo de Abby com Lev, Ellie vê um espelho.
Suas lembranças de Joel vêm à tona, não as violentas, mas as ternas. E pela primeira vez em toda essa jornada de guerra, Ellie faz uma escolha. Ela deixa Abby viver. É um momento de desgosto e crescimento. A redenção não vem fácil, e não vem de forma limpa. Mas vem.
Onde Ellie e Abby vão parar?
Eles se separam, não como amigos, nem como inimigos – apenas como sobreviventes. Abby e Lev navegam para a Ilha Catalina, em busca de rumores sobre os Vaga-lumes. O futuro deles? Desconhecido, mas promissor.
Ellie retorna à casa vazia, apenas para descobrir que Dina desapareceu. Sua decisão de perseguir Abby lhe custou tudo. Ela tenta tocar o violão de Joel, mas, com dois dedos faltando, não consegue.
É um momento silencioso e devastador — o lembrete definitivo de que a vingança custou mais do que deu. Sem vitória final. Sem finais perfeitos. Apenas silêncio.
Considerações finais da análise do Fortune Dragon
A história de Ellie e Abby em The Last of Us não é um simples conto de bem contra o mal – é uma guerra emocional crua pintada em tons de cinza.
Em meio à dor, ao trauma e aos mais raros vislumbres de misericórdia, a rivalidade entre eles se transforma em uma obra-prima trágica. E se a segunda temporada continuar nesse caminho, não estaremos apenas assistindo a uma série – estaremos testemunhando o desmantelamento de um legado.
Sobre The Last of Us 2
A segunda temporada de The Last of Us, com estreia na HBO em 13 de abril de 2025, continua a história pós-apocalíptica baseada na franquia de videogame da Naughty Dog.
Cinco anos após a primeira temporada, Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) agora vivem em Jackson, Wyoming, ao lado de Tommy (Gabriel Luna), Dina (Isabela Merced) e Jesse (Young Mazino).
Renovada logo após sua estreia em janeiro de 2023, a temporada adapta The Last of Us Part II, com os cocriadores Craig Mazin e Neil Druckmann, acompanhados pelos roteiristas Halley Gross e Bo Shim. Filmada na Colúmbia Britânica (fevereiro a agosto de 2024), a temporada de sete episódios conta com direção de Druckmann, Mazin, Peter Hoar, Kate Herron, Nina Lopez-Corrado, Mark Mylod e Stephen Williams. Gustavo Santaolalla retorna como compositor.
Sem comentários sobre o que realmente acontece entre Ellie e Abby em The Last of Us: tudo o que sabemos sobre a rivalidade sangrenta